Sindicatos dos Policiais Rodoviários Federais em busca da unicidade sindical.


O presidente da FenaPRF , Gilson Da Silva, junto com representantes dos 24 sindicatos dos Policiais Rodoviários Federais, esteve reunido na tarde desta quarta-feira, 14, com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, para pedir a anulação do registro sindical do “Sindicato Nacional dos Inspetores da Polícia Rodoviária do Brasil”. O resultado foi a suspensão da parte do texto do registro da nova entidade que força os sindicatos a desfiliarem os inspetores para que eles sejam incorporados à nova entidade.



Logo no início da reunião o ministro Lupi, assessorado pela secretária de Relações de Trabalho do MTE, Zilmara Alencar, pediu explicações sobre as atividades específicas realizadas pelos inspetores na PRF. Depois de mostrar que não há como separar os inspetores dos sindicatos dos policiais rodoviários, o presidente Gilson da Silva entregou ao ministro um documento - assinado pelos 24 presidentes dos sindicatos - que explica a situação e mostra porque são contra a criação da nova entidade.


Para o presidente da FenaPRF a criação da nova entidade, além ser uma afronta ao princípio constitucional da unicidade sindical, cria vários problemas, pois os inspetores compõem a maioria da diretoria da Federação e representam quase 60% da arrecadação dos sindicatos. “Isso tudo acarretaria uma  grande perda de representação política”, afirma.


Segundo a Zilmara Alencar, o Ministério promoveu vários seminários para uniformizar as decisões sobre a criação de entidades de categorias específicas. A decisão dos encontros foi a de que, inexistindo vedação por lei, o melhor seria a liberdade ampla, para tentar desmistificar de que há favorecimento do lado A ou B nas situações.


A Federação sugeriu ao ministro que cada sindicato possa fazer assembléias ou abaixo-assinados para decidirem se querem ou não a desfiliação dos inspetores. “O que não pode é a categoria ser dissociada dessa forma, à revelia de sua vontade”, defendeu Da Silva.


Aferição de representatividade


Após a negociação ficou decidido que o Ministério dará um prazo para que a categoria se manifeste da forma que desejar – por meio de assembléias ou abaixo-assinados, para que no próximo dia 23 encaminhem o resultado para uma nova reunião com representantes da Federação e da nova entidade para que seja feita uma aferição de representatividade. Segundo o ministro Lupi, a entidade que demonstrar a maior representatividade será validada.


A decisão agradou não só os representantes sindicais, mas também os deputados federais que estiveram presentes, entre os quais Pompeo de Mattos (PDT-RS), Givaldo Carimbão (PSB-AL) e Paulinho da Força (PDT-SP). Para o deputado paulista “não se pode acabar com uma categoria que está organizada há tanto tempo”. “Acho que foi uma decisão ideal a do ministro”, disse. 




Autor: FenaPRF
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